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Comunicação com (e para) o Mundo

27 de Maio de 2010


Inovação é palavra de ordem para todas as empresas. E nem precisa ser, por exemplo, uma Embraer, player mundial de destaque no mercado de aviação. Conheço o bom exemplo de comunicação da fábrica brasileira pelo contato de anos com o mercado de aviação. Mas ficou ainda mais claro após a apresentação de Carlos Eduardo Camargo, Diretor de Comunicação Externa da Embraer, que a inovação é base do diferencial competitivo da empresa.

Afinal, é um baita desafio construir, disseminar e preservar a imagem institucional de uma empresa que tem produtos presentes nos cinco continentes e escritórios e fábricas em quatro deles. Press-releases, comunicados e sites em pelo menos três línguas; cuidados com o atendimento à imprensa com diferenciais culturais característicos de várias regiões do mundo e em um mercado suscetível a sofrer as conseqüências de crises que muitas vezes não têm nada a ver diretamente com o universo da aviação (vide um surto mundial de gripe aviária ou um como o da aviação; atuar em um universo onde se precisa estar atento à mídia especializada – que já enorme –, mas sem perder de vista a importância de se mostrar com uma organização de referência.

Só para se ter uma ideia de alguns números para ilustrar o bom trabalho desenvolvido, em 2009, os produtos da Embraer foram destaque na capa de 55 revistas, sendo 24 em veículos nacionais e 31 internacionais. Só em revistas de aviação? Negativo, desde publicações de economia até mesmo revistas automobilísticas, como foi o caso da Quatro Rodas, referência nacional no setor, onde se fez uma matéria comparativa em um teste de velocidade entre um carro esporte e um jato Phenom.

Fora um outro sem número de ações interessantes apresentadas por Camargo. Em um mercado de extrema competitividade, onde hoje uma empresa brasileira faz frente a gigantes como uma Boeing e uma Airbus, a comunicação vence desafios diários e marca seu papel na construção da boa imagem da Embraer.

E olha que nem estou falando isso por ser apaixonado por aviação...

 
 


Mais rápidos, mais fortes

27 de Maio de 2010


Antes da maratona de palestras de hoje, visitamos os atores de uma parceria muito significativa na trajetória recente da AD2M. A Boxnet atua no tratamento de informações estratégicas em tempo real e junto a nós desenvolve um trabalho em permanente evolução.

Na pauta, inúmeros produtos novos, pesquisas em desenvolvimento e o fortalecimento da parceria. Mais uma vez afinamos nossas percepções sobre inteligência estratégica, especialmente sobre o monitoramento de mídias sociais.

Da sede da Boxnet ao seu stand no Mega Brasil (foto), mais um trajeto rico em trocas de experiências. E a disposição de buscarmos ser sempre mais rápidos e mais fortes.
 
 


Fazer Comunicação é desbravar territórios

26 de Maio de 2010


Direto do Congresso Mega Brasil de Comunicação Corporativa, que acontece até o dia 28 de maio em São Paulo, os diretores da AD2M trazem notícias e destaques. Apolônio Aguiar traz mais uma breve reflexão para os leitores:

Perdura a fase de fascinação com as mídias sociais. Elas dominam a pauta dos congressos e lotam as salas em que são tema de palestras. Ainda sob o rótulo do "novo", muito embora já contem vários e longos anos.

Entre iniciativas de sensibilização e de utilização racional das novas mídias, muitos são os desafios. Lidar com a imensa massa de informações publicadas sobre uma determinada marca. Traduzir a presença infinitamente pulverizada em reputação por meio de indicadores razoáveis. Responder em tempo real a provocações que só mereçam respostas imediatas.

Some-se a tudo isso um cenário curioso. No Brasil, um país de early adopters - gente culturamente inclinada a abraçar com muita rapidez as inovações tecnológicas - as pesquisas mostram que as empresas consideram o relacionamento por plataformas 2.0 uma prioridade e, ao mesmo tempo, em sua imensa maioria ainda não estão lá presentes e delegam aos departamentos de informática a responsabilidade para tanto.

Para quem opera Comunicação, pouco mais se pode sentir além de uma enorme satisfação, diante de um ainda maior mercado em plena formação. Continuemos avançando confiantes neste novo Velho Oeste!

 
 


Isto é a vida como ela é

26 de Maio de 2010


Direto do Congresso Mega Brasil de Comunicação Corporativa, que acontece até o dia 28 de maio em São Paulo, os diretores da AD2M trazem notícias e destaques. Desta vez, a cobertura é do diretor de atendimento Mauro Costa:

Não pude conter o riso quando ouvi a frase título desse post, pronunciada por Paulo Marinho, Superintendente de Comunicação Corporativa do Itaú Unibanco, no final dos debates da apresentação “Comunicação integrada de fusões empresariais”, agora há pouco, no Congresso Mega Brasil de Comunicação. Só me lembrei do nosso cotidiano na AD2M, onde o tempo muitas vezes é o nosso maior inimigo.

Marinho respondia a pergunta de uma congressista, espantada, como a maioria, pelo fato do executivo de Comunicação só ter tido conhecimento do processo de fusão entre dois dos maiores bancos do país apenas algumas horas antes do anúncio do processo que levou à criação de uma empresa com peso internacional. Daí a reunir as equipes dos dois bancos, montar o que eles chamaram de “Sala de Guerra”, organizar uma coletiva e convocar a imprensa foi questão de um expediente de trabalho.

O tempo foi pouco, mas o trabalho foi executado com muita competência, focado, bem estruturado, e rendeu excelentes resultados. Conseguiram atingir um dos objetivos principais, que foi deixar claro o fato de não se tratar de uma aquisição, mas de uma fusão entre os bancos.

A parte técnica e os desafios de gestão da marca com o objetivo de fortalecer a reputação foram muito bem apresentados pelo Paulo Marinho. Mas, o que me chamou mesmo a atenção foi essa certa “desmistificação” da questão do tempo, talvez feita por ele até mesmo de forma inconsciente. Claro que o ideal, sempre, é termos condições para pensar, elaborar e planejar a estratégia de comunicação para os nossos clientes.

No entanto, serão sempre freqüentes em nossas rotinas de comunicadores os momentos onde, seja por questões estratégicas ou mesmo por conflito de ações, não teremos o conforto dessa situação ideal. Cabe a nós estarmos aptos a dançar conforme o ritmo, sem utilizar o tempo – ou a falta dele – como justificativa para não se fazer um bom trabalho de comunicação. É saber que teremos dias de valsa, tudo lindo, ritmado, funcionando às mil maravilhas dentro do planejamento. Mas se a batida mudar para o tecno de uma hora para outra, precisamos estar preparados para entrar na pista.

 
 


A Comunicação na Era das Redes Sociais - Augusto de Franco, consultor da Vivo

25 de Maio de 2010


Direto do Congresso Mega Brasil de Comunicação Corporativa, que acontece até o dia 28 de maio em São Paulo, os diretores da AD2M trazem notícias e destaques. Desta vez, a cobertura é da Palestra A Comunicação na Era das Redes Sociais - com Augusto de Franco, consultor da Vivo.

Quem sustenta que vivemos a era da supremacia do conteúdo e tempos de direito à opinião amplamente democratizado levaria um balde de água fria com a palestra de Augusto de Franco, consultor da Vivo. Para ele, embasado em muitos teóricos da comunicação e das redes, "é a estrutura da rede que determina o conteúdo que nela circula". Ele próprio confessa que levou mais de um ano para acostumar-se à ideia. Mais que uma revelação chocante ou mero efeito retórico, a tese nos leva a olhar para o fenômeno das redes e mídias sociais em seu estado mais elementar, o que certamente contribui para um maior entendimento do assunto.

Sim, as redes garantem interação, mas Franco esclarece que em rara medida isso se traduz em participação efetiva, pois esta última é uma característica da vida social muito mais complexa e rara. E mais uma pequena distinção muito saudável para um mercado em formação: rede social não é mídia social. Rede social sempre existiu, é formada por pessoas, enquanto as mídias sociais são ferramentas que estas pessoas têm descoberto nos últimos anos.

Definições e distinções à parte, o gran finale: "Aos poucos, as crianças mostram que não precisam mais do ensino. São buscadores natos e estão naturalmente crescendo como autodidatas". Poucas coisas são tão revigorantes quanto um balde de água fria.

 
 
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